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Stray Kids vira o primeiro grupo de k-pop a headlinear o Rock in Rio

No dia 11 de setembro, o Palco Mundo teve pela primeira vez uma noite dedicada ao k-pop. Entenda por que isso é um marco e não só mais um show.

por Redação GeekNaVeia3 min de leitura

Ilustração de um microfone em palco de show com feixes de luz e silhueta de plateia
Ilustração de um microfone em palco de show com feixes de luz e silhueta de plateia

Rock in Rio já viu de tudo em quatro décadas de história: Guns N’ Roses debaixo de temporal, Beyoncé lotando a Cidade do Rock, Iron Maiden fazendo headbang coletivo. Uma coisa, porém, nunca tinha acontecido: o festival nunca tinha dedicado uma noite inteira do Palco Mundo ao k-pop. Isso mudou no dia 11 de setembro, quando o Stray Kids subiu ao palco principal como headliner.

O show, que teve Alok, Hwasa e o grupo mais novo NEXZ como atrações de apoio, só começou de fato na madrugada do dia 12, horário local (um detalhe que virou piada entre os fãs nas redes, sem atrapalhar o clima da apresentação). A cobertura da Billboard descreveu a reação do público: coreografia sincronizada na plateia, lightsticks formando um mar de luz e fãs emocionados durante a apresentação.

Um marco maior que o show em si

Dá pra separar em duas camadas. A musical: Stray Kids é um dos poucos grupos que assina a própria produção. Os membros do 3RACHA (Bang Chan, Changbin e Han) compõem e produzem boa parte do material do grupo, o que dá ao som deles uma pegada mais crua, com hip-hop e eletrônico pesado, diferente do k-pop mais polido que costuma tocar no rádio.

A simbólica: por anos, a indústria musical ocidental tratou k-pop como nicho, um gênero à parte que enchia estádio mas raramente entrava na conversa dos grandes festivais de rock e pop. Colocar Stray Kids como headliner do Palco Mundo, na mesma edição que teve a despedida de Elton John e o show do Maroon 5, mostra o espaço que o gênero conquistou na programação do festival.

Assista pelo link “Abrir no YouTube” abaixo.

Registro publicado pelo canal oficial Stray Kids em setembro de 2026 sobre a participação no Rock in Rio. Não é a transmissão integral do show; confira as opções de legenda no player.

Crédito: Stray Kids / JYP Entertainment Abrir no YouTube (nova aba) ↗

Uso: Player oficial; direitos reservados aos titulares. Sem download ou republicação do arquivo. Condições de uso (nova aba) ↗

Por que o 3RACHA importa nessa história

A participação do 3RACHA ajuda a entender a identidade musical do grupo. Grupos de k-pop costumam depender de compositores e produtores contratados pela gravadora, com os idols entrando principalmente na performance. Ter três integrantes assinando produção e composição, e conseguindo levar esse material para o topo das paradas globais, é uma exceção dentro do próprio mercado coreano. Isso ajuda a explicar por que o Stray Kids consegue esse tipo de reconhecimento fora do circuito tradicional de k-pop: o som deles conversa mais facilmente com quem já curte hip-hop e eletrônico pesado do que com quem espera o pop mais açucarado do gênero.

O Brasil como território estratégico

O k-pop não mira o público brasileiro agora pela primeira vez. Há anos o Brasil é um dos mercados mais engajados da América Latina para o gênero, puxado pela comunidade de fãs organizada nas redes, sempre entre as mais ativas do mundo em hashtags, streams coordenados e campanhas de voto. Marcar presença no Rock in Rio, festival com peso simbólico gigante fora da Coreia do Sul, funciona como recado direto: “aqui também é casa”.

Rock in Rio 2026 aconteceu entre 4 e 13 de setembro, com Elton John fazendo uma de suas últimas apresentações de despedida dos palcos e Maroon 5 completando o line-up dos grandes nomes internacionais. Stray Kids dividiu holofote com peso pesado, e pelas reações registradas durante e depois do show não ficou devendo em nada.

O que fica depois do show

Shows desse porte deixam rastro. Clipes da apresentação já circulam recortados em formatos curtos, trechos da coreografia viraram referência para vídeos de dança nas redes, e a repercussão reforça algo que a indústria já vinha sentindo: k-pop deixou de ser tratado como fenômeno passageiro. O resultado abre espaço para acompanhar como o festival vai incluir o gênero nas próximas edições.

A apresentação passa a fazer parte da trajetória do k-pop nos grandes festivais ocidentais. E, no caso brasileiro, com o detalhe extra de ter acontecido em casa, na Cidade do Rock, para uma plateia que passou anos torcendo justamente por esse tipo de reconhecimento.

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